sexta-feira, 27 de julho de 2012

O Jovem velho


Ainda lembro quando tinha sonhos
qualquer coisa causava alegria
era fácil conseguir apaixonar-me
tempo em que eu vivia.
Sei que o relógio da vida não para
Eu não me encontro em mim
só as sombras de um passado
indicando estar perto do fim.
Percebo as forças se esgotando
sinto as dores sucumbindo
vejo os cabelos caindo
os amigos partindo
evito olhar no espelho
irremediável o destino.
Já não sou mais o mesmo
E como posso me estimular?
do que não fiz me arrependo
não há mais como concertar
agora não há mais tempo.
A morte que ronda, a saudade
dos dias que passavam lentos.
Ontem tinha sonhos
hoje nem dormindo
mas tudo um dia acaba
são as regras deste fundo
O pra sempre nunca é eterno
Nós não somos deste mundo.

2 comentários:

  1. Lindo texto do poeta saudosista dessa cidade... Como sempre vc traz muito vc nos seus textos, esse em especial tem um "q" a mais. A vida corre mesmo, o tempo passa adoidado, por isso a gente precisa viver sempre o hoje da melhor e mais simples maneira possível... SEja muito feliz hoje amigo...abrace o que for bom para vc e use aquilo que todos nós temos: a capacidade de transformar nossas vidas.... POis no final é isso que vai ficar: o que fizemos das nossas vidas... Bjs...Deus te abençoe....

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  2. Esse poema me lembra uma frase de Chateaubriand, que diz:"Outrora, a velhice era uma dignidade; hoje, ela é um peso". Hoje as pessoas fazem de tudo para não "chegar" a velhice, mas esquecem que é uma passagem inevitável na nossa caminhada.

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