terça-feira, 5 de maio de 2026

O que restou

 



Sonhos interrompidos  
O morte covarde 
Choro inconformado 
Causado pela autoridade 

Planos esquecidos 
Vidas despedaçadas
Ainda ouvi-se o grito
Da alma injustiçada

Saudade será eterna
No olhar de uma menina
Que sonhava em ver o pai
Vê-la cursando medicina.

Mais uma vida jogada fora
Ou cumpriu-se a missão?
A casa sem ele ficou vazia
Música nem existe então.

As lágrimas são inevitáveis 
As lembranças insaciáveis 
Ninguém entende o pq
Um ser que adorava viver

Fingir que não houve morte?
Entregar a uma dor tão forte?
Fugir, sumir, não existir ?
Ser forte, insistir, resistir.

terça-feira, 28 de abril de 2026

Prazo de utilidade vencido

 Me amas até quando?
Até quando não perco a utilidade 
Até quando tenho responsabilidade.
Até onde vai tua necessidade?
Até onde posso manter tua vaidade.
Me descartas quando não tenho mais forças
Quando rodeiam me as moscas
Quando volto a ser plebeu
Quando enxergas alguém que tenha mais que eu.
Então ardem meus ouvidos 
Com insultos proferidos
Por teus lábios venenosos
O castelo de vidro destruído
Mais uma vez pela serpente iludido.

sábado, 21 de fevereiro de 2026

Sou o que?

Não sou o que escrevem

Não sou o que está escrito,  

O que dizem nas ruas

Nem pareço com isso.

 

Não me pareço com você

O que acreditam que eu tenha que ser.

Sou o que sou

O que acho que devo ser.

 


Sou pó, passageiro

Efêmero e estrangeiro 

Um grão de areia no mundo

Poeta e vagabundo

 

De volta de preto

Não sinto nenhum medo 

A sombra não me consome

Ainda lembro meu nome 

 

Morto? Dormindo ou de férias?

Não me acho em confusões

Não sou dono de minhas ideias

Mas tiro minhas próprias conclusões.