terça-feira, 30 de agosto de 2011

Corpo

Tão perfeito e imperfeito
cheio de defeito,
que não é mais que preconceito,
mitoses não duplicam a vida
meioses não dividem o sofrimento
sinapses que não encontram soluções
doenças, injustiças, confusões.
liberdade não é absorvida por osmose
para a crueldade não existe meia dose.
dopamina hormônio do prazer
amnésia ou ilusão de nunca envelhecer
por fora cores, cabelos, caráter
por dentro iguais em qualquer parte.
células que entrarão em putrefação
usando todo o dinheiro ou não.
genes gerados da genética
podem ser a única coisa que lhe resta.

5 comentários:

  1. kra, vc ta escrevendo mto bem, gostei da mistura do poético com a biologia!!!
    Abraços

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  2. Concordo com Tarcísio, adorei esse "BIOEMA" ...um dos melhores dos seus que já li...Não pare de escrever...vou sempre cobrar!

    Bjs....

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  3. Realmente, jogou bem com as palavras!!!

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  4. QUE INTELIGENCIA É ESSA MEU GRANDINHO?????? BIOLOGIA NA POESIA!!!! PARABÉNS MEU ANJINHO! PERFEITO! BEIJOS, ROXANE

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